Dor sem nome 
 
Dor sem nome 
Esta é a dor da perda de um filho
É intensa, profunda 
Que sempre retorna 
A qualquer lembrança 
Em qualquer mera semelhança;
Que retorna numa palavra
Na  fala de uma perda
Ou em qualquer cena
De alguém que esteja
Vivendo esta mesma dor.
 
Dor sem nome 
Dor que se forte não for
Aos poucos ela se consome 
Levando a alegria,
O prazer de viver,
Isolando-se na solidão
Até que ao perceber
Entra-se em depressão.
 
Dor sem nome
Mas, que com ela pode conviver
Ao olhar nela 
Com o olhar dá fé,
A fé que tudo pode
Inclusive, quando se deixa
Envolver-se no mistério do amor
De quem viveu esta mesma dor
O Pai, Maria 
Ao verem seu filho
Um jovem que toda sua vida
Curou, pregou o amor
Teve uma morte terrível 
Sem mau algum fazer.
Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 30/03/2013
Reeditado em 06/04/2014
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