TEMPOS DE INFÂNCIA
TEMPOS DE INFÂNCIA
Ai que saudades que tenho,
Dos meus tempos de infância,
Vendo as juntas de boi no engenho,
Trabalhando simplesmente com elegância.
Produzindo a riqueza,
Do trabalho com destreza,
Tirado da natureza,
Pra fazer chegar à mesa.
Ai que saudades que tenho,
Das belas noites de luar,
Na areia fazendo desenho,
No sertão do meu lugar.
Ai que saudade,
Da minha infância querida,
Dos tempos que não havia maldade,
Os dias melhores da minha vida.
Das brincadeiras de pião,
De anel sentado ao chão,
Ouvindo uma bela canção,
Na mais sublime união.
Ai que saudade do ar fresco,
À sombra das mangubeiras,
Tomando aquele refresco,
Naquelas tardes fagueiras.