RIO DE SAUDADE DE BASILISSA
(Sócrates Di Lima)


Prumo o olhar pro horizonte,
Vago meus pensamentos,
Procuro encontrar a fonte,
Do meu doce sentimento.

Abre-se cortinas de saudades,
Prazeres descortinados,
Como um riacho fundo em intensidades,
Cristais coloridos em cachoeira derramados .
 
E no rio que corre pelas minhas veias,
Trazendo em abundância cristais lavados,
Misturando nos pensamentos em cadeias,
As vontades que no amor foram traçados.
 
É o meu rio alagado,
Nunca banhado por lágrimas frias,
E o que corre no meu rio encantado,
Saudades, lembranças e poesias.

E quando a chuva dos meus sonhos derramarem,
Em gotas sólidas fragmentadas pelo choque ao solo,
Correrão pelo rio que meus desejos reservarem,
Todos os cristais líquidos de um amor de colo.

Ah! E no leito do meu rio, manso e multicolores,
A vida fluirá em intensas e mágicas fantasias,
Onde o amor se deita e espera os sabores,
De se deleitar nos versos das minhas poesias.

Então a beleza inquieta será dona dos meus sentidos,
E o meu riacho transbordante de felicidade,
Não deixarão meus sonhos se tornarem esquecidos,
E o meu coração será simplesmente um rio de saudade...

...de Basilissa.
Socrates Di Lima
Enviado por Socrates Di Lima em 09/06/2011
Reeditado em 26/06/2011
Código do texto: T3024165
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