FLOR DE MAIO
(Sócrates Di Lima)

Flor de maio,
Pigmentos do amor,
De saudade caio,
oh!Meu Deus, que torpor.

Mas, ainda, com olhar lascivo,
Reciclado na hora do amanhã,
Visões do ontem nada corrosivo,
Trazendo a baila o cheiro da maçã.

E o que ebeleza meu dia,
Senão a beleza da qual me traio,
Me pego cheirando a poesia,
Nas pétalas vermelhas da flor de maio.

Me recordo daquelas tardes,
Em que ficavamos intensamente ligados,
E que hoje me enchem de saudades,
Fazendo-me com razão os sonhos acordados.

E me parece loucura,
O retorno dessa saudade atrevida,
Ao abrir o meu coração com brandura,
Na saudade merecida.

Então, por acaso, ao olhar um jardim florido,
Minha alma encheu-se feito um balaio,
Transbordou da saudade que parecida ter se escondido,
Nas cores turvas, diferentes da flor de maio.
Socrates Di Lima
Enviado por Socrates Di Lima em 18/05/2011
Reeditado em 18/05/2011
Código do texto: T2977901
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