MISSIVA
(Sócrates Di Lima)

Acompanha-me caneta e papel,
Na mente uma missiva,
No coração elos de um anel,
No peito, a saudade ativa.

A meia luz,
Sento-me junto a escrivaninha,
Mão sobre a fronte me induz,
Minha alma está sozinha.

O silêncio predomina,
A mente precisa estar vazia,
A mão firme sobre a folhazinha,
Começa a escrever o que eu sentia.

Olhos cerrados,
Sobre a folha caneta e mão deslizavam,
E os dedos em movimentos delicados,
Algo delineavam.

E de repente parou,
Parecia que eu havia escrito coisa tanta,
A mente retornou,
Olhos abertos que se espanta.

Olhei novamente o papel rabiscado,
E percebi que nas minhas ansiedades,
Em ter escrito tanta coisa no silêncio imaginado,
Na missiva estava apenas, ... saudades.

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Socrates Di Lima
Enviado por Socrates Di Lima em 04/02/2011
Reeditado em 04/02/2011
Código do texto: T2771330
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