No balanço da poesia
Balança vento, me faz ser ventania
e leva daqui esse verso tristonho
Faz o tempo voar, colado à alegria
que se perde nas asas quebradas de um sonho.
Balança esse grito abafado de medo
e libera a canção que trago no peito
Se for canção de amor não há porque segredo
Balança a minha voz, que canto de qualquer jeito
Balança a saudade, balança a lembrança
Sacode a minha vida, me faz ser nostalgia
Que nesse remelexo eu volto a ser criança
Que nesse embalo todo, sou pura poesia
Poesia On Line
03/12/2009