AMOR PARA UM POETA!
Ela chega em silêncio, como a brisa do dia,
Seus olhos percorrem cada linha que escrevo.
É a poetisa que, sem pressa, me lia,
E no meu coração, um amor cresce, breve.
Cada palavra que nasce da minha alma,
Ela decifra com um sorriso terno.
É como se, em segredo, minha calma
Se entregasse a ela, num eterno inverno.
Seus dedos tocam as páginas, leves,
Como quem acaricia um sonho distante.
E eu, poeta de versos tão breves,
Me perco no encanto desse instante.
Ela não sabe, mas é minha musa,
A razão dos meus versos, minha luz confusa.
Cada poema que nasce, é pra ela que eu canto,
Num silêncio que guarda um segredo tanto.
Ah, poetisa que lês meus desejos,
Se um dia souberes o que sinto,
Descobririas que és o meu feitiço,
A estrela que guia meu labirinto.
Enquanto isso, sigo escrevendo,
Versos que, talvez, um dia te entregarei.
Até lá, meu amor vai crescendo,
Escondido nas linhas que pra ti escreverei.