O tempo impertinente

Segure o tempo amor... segure-o

Prenda-o em seu peito pra mim

Porque aí vou viver

Em um abraço sem fim

Pare ó relógio insistente

Pare de o tempo marcar

Porque tão impertinente,

Te apressas pra noite passar?

Amanhã o raiar do dia,

Não trará a alvorada

Porque em névoa fria

Se cobrirá minha amada

Ó minha amada, por que disseste

Que nosso amor era eterno?

Já vejo o anjo da morte

Rondando nos arredores

Em sua faina de horror

E você se faz de forte

Mas o anjo pisa as flores

que brotam do nosso amor