A última poesia
Na calada da noite
Onde sonho sozinha
Com um buquê de murchas flores
Nas mãos terrivelmente vazias
Vêm sua face dançar em minha mente,
Antes desprovida de magia.
Vem você, em um sonho mudo-eloquente
Aliviar a alma que triste em mim jazia.
A acalentar meu corpo que ressuscita
Antes um sonho morto
Hoje uma esperança assídua
Em um altar de tantas dores
Curastes com tua mágica afã
O medo que a mim feria
E se das pedras faço flores
Com o calar embevecido da chegada na manhã
Resta em mim você, minha última poesia.