A última poesia

Na calada da noite

Onde sonho sozinha

Com um buquê de murchas flores

Nas mãos terrivelmente vazias

Vêm sua face dançar em minha mente,

Antes desprovida de magia.

Vem você, em um sonho mudo-eloquente

Aliviar a alma que triste em mim jazia.

A acalentar meu corpo que ressuscita

Antes um sonho morto

Hoje uma esperança assídua

Em um altar de tantas dores

Curastes com tua mágica afã

O medo que a mim feria

E se das pedras faço flores

Com o calar embevecido da chegada na manhã

Resta em mim você, minha última poesia.

Vivian Arantes
Enviado por Vivian Arantes em 19/03/2025
Reeditado em 19/03/2025
Código do texto: T8289393
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