NOVA ESTAÇÃO

Que ecoem os sons

do novo sino,

que voe o grito preso

na garganta!

Deixarei

em qualquer fosso

o desgosto e buscarei

o que me encanta.

Jogarei no lixo

o meu egoísmo

e buscarei com você

um novo destino...

Dê-me a sua mão

e sairemos pelas ruas

cantarolando

uma nova canção

e falarei ao seu ouvido

o que sinto.

Agora,

poderemos ser livres.

Sentaremos nas calçadas,

olharemos o mar

e sem nos darmos conta,

nem sentiremos

o tempo passar.

Esse tempo inerte,

marcado

pelo ritmo surdo

dos nossos relógios.

E depois...

Só teremos

o tempo da alegria.

Então,

ouviremos

as nossas canções,

sem presa e sem medo

de uma nova estação.

Rosalvo Abreu
Enviado por Rosalvo Abreu em 10/03/2025
Reeditado em 11/03/2025
Código do texto: T8282456
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