NOVA ESTAÇÃO
Que ecoem os sons
do novo sino,
que voe o grito preso
na garganta!
Deixarei
em qualquer fosso
o desgosto e buscarei
o que me encanta.
Jogarei no lixo
o meu egoísmo
e buscarei com você
um novo destino...
Dê-me a sua mão
e sairemos pelas ruas
cantarolando
uma nova canção
e falarei ao seu ouvido
o que sinto.
Agora,
poderemos ser livres.
Sentaremos nas calçadas,
olharemos o mar
e sem nos darmos conta,
nem sentiremos
o tempo passar.
Esse tempo inerte,
marcado
pelo ritmo surdo
dos nossos relógios.
E depois...
Só teremos
o tempo da alegria.
Então,
ouviremos
as nossas canções,
sem presa e sem medo
de uma nova estação.