ÀS VÉSPERAS

Quero te pertencer, da mesma forma que um dia,

Tenho certeza de que irás vir a ser.

E penetrarás as minhas recordações,

Quando os laços da primeira noite,

Envolver-nos diante de toda a paixão.

Será um êxtase quase que hipnótico,

Um instante de concupiscência então,

Seus toques serão como os de anjos,

Deixando suas vontades a queimar-me.

A veracidade ainda é, e será um mistério,

Perfeitamente insondável, como tu serás!

E assim, só irei te esquecer, depois que você,

Rasgar de vez, inteiramente o meu coração.

E nisso, eu ver que sua boca está,

A mim morder do jeito que eu sonhava.

Suas mãos como doce a me afagar,

Enquanto teu cheiro, passo a viver de pronto.

Alma e vida entre as sombras,

Que dissipam neste e num outro tempo!

Rompendo o passado meu, vendo-me afogando,

E estremecendo em teus braços e nos beijos seus.

No apogeu de tua beleza,

Quero, enfim, me refugiar!

Como um só espírito em um só corpo,

Para depois de todas às vésperas,

Fazer-te como mulher, adormeceres.

Espero que nada disso, seja contraproducente,

Mas que num delírio de prazer, ofereça-me a ti,

Desarmando-me para que venhas a perceber,

O quanto posso dar-te sem ver-te fugir e,

De um medo de amar, insano e louco.

Queiras tirar-me as dúvidas que tenho no olhar,

Num destino incerto, onde eu tenho que sentir teu pranto.

Poema n.3.032/ n.03 de 2024.

Ricardo Oliveira (Poeta e Escritor)
Enviado por Ricardo Oliveira (Poeta e Escritor) em 10/01/2024
Código do texto: T7973331
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