TUA ALMA E TEU PODER

Defrontar-me-ei com o caminho resplandescente,

Quando em ti mesma vens,

Para impregnar o meu corpóreo,

Com a inteireza de seus beijos.

E no calor da manhã,

Desfalecer-me completamente,

No teu colo inocente,

A qual acostumar-me-ei estar.

Somente para ter o ligeiro prazer,

De ver a tua intensidade que não pondera,

Além da vida e de seus inúmeros passos,

Onde os sons de pássaros cantarolando,

Manifestar-se-ia os deslizes que nos campos,

Nos seriam propícias a amar!

Talvez, eu quisesse estar sob a proteção da noite,

Enquanto o meu passado fosse enterrado com os seus mortos,

Para obter o preço da salvação,

Sem a essência da culpa a vir,

A tirar-me o que restaria do meu chão.

Sim, ver-me submerso naquelas ondas da solidão,

É contemplar-te pondo sua cabeça contra o meu peito e,

Eu com meus abraços te oferecendo,

O conforto que necessitas na ocasião.

Assim, deixando o meu coração falar por mim,

Maculando-se os seus próprios traços angelicais,

Onde posso perceber os fios de cabelos molhados,

Amalgamando-se a tua alma e teu poder!

E com tamanha diligência,

Teu cheiro centelhava o lugar,

Aquele que já não era mais meu,

Quando o tempo em si, se perdeu,

Marcando-me ininterruptamente a pele,

Dificultando também, em segundos,

Os meus incalculáveis arquejos.

Poema n.2.919/ n.64 de 2022.

18/09/2022.

Ricardo Oliveira (Poeta e Escritor)
Enviado por Ricardo Oliveira (Poeta e Escritor) em 18/09/2022
Código do texto: T7608623
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2022. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.