A outra metade








A minha poesia é diferente, ela só quer dizer.
É descontraída, leve, ousada e louca
diz o que sente, ao mesmo tempo todas as suas
verdades sem regras, parecem poucas 

Para falar de ti, tenho que ouvir a voz que ninguém
mais no mundo ouve, essa que sai do fundo da alma,
que pede carinho, atenção, ao mesmo tempo
tem um grito abafado pedindo calma

Pede para que nunca desista de mim.
Seja tudo o que é, ternura e verdade,
seja um aconchego, seja o meu amor, seja amigo
seja um motivo, seja parte do poema final, já sendo,
e de muitos poemas que virão, parte de uma vida
que alimenta a minha alma por onde ela for

Ser as palavras encontrando sentido, ser minha
eterna paixão... Ser o próprio sentido.
És a razão.

Viver não é breve, te sinto como parte de tudo,
nesse mundo por vezes absurdo.
És a melodia que me acalma ... A outra metade
da minha alma que não sente solidão, basta pensar
em ti, que pinta um universo de emoção sem fim.

A viagem que o destino me deu, tem um motivo,
como se eu vivesse incansávelmente para te amar,
com o desejo único de te encontrar, e encontro.

Por te amar... Do mundo lá fora, não sei, não sei.
Quanto ao meu mundo aqui dentro, juro perderia
todo o sentido se eu não tivesse o direito
de te amar, és a certeza que tenho, e que da vida
onde não tenha nada de ti, há muito renunciei.
Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 23/01/2021
Código do texto: T7166718
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2021. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.