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E se eu prometesse amor?

E se eu prometesse o fogo que queima e deixa marcas
Ao invés da faísca brevemente esquecida?
Seria, talvez, ridicularizado pelas grandes massas
Que consomem o que é visto e não sentem o que existe.

Como se o amor não fosse deste mundo e sim
Algo inventado pelos fracos que não conseguem
Se encaixar na engrenagem mecânica palpável,
Como peças ultrapassadas na modernidade insensível.

O romance virou bilheteria, e as flores pura mercadoria
À disposição de clichês da era que não inventa, copia.
Se eu prometesse essa pieguice em sua forma original
O máximo que conseguiria era uma mensagem: uau!(risos)

Novidade é o que se espera, padrão é o que se cobra.
E quem não traz nem um nem outro, tratam logo
De exorcizar, transformando-o em efêmera obra,
Descartável, sem apresentações e sem contato longo.

Assim, deixo minha pobre promessa de lado
E fico à espera de uma época neoclássica,
Livre do material que hoje é tão valorizado,
Em detrimento do amor que é necessidade básica.
Leandro Pedrosa
Enviado por Leandro Pedrosa em 23/06/2020
Código do texto: T6985683
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Leandro Pedrosa
Fortaleza - Ceará - Brasil, 24 anos
64 textos (1859 leituras)
1 e-livros (18 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/09/20 09:08)
Leandro Pedrosa