ESSE MIRANTE DE AMOR E DO AMAR.

Ainda permaneço acorrentado aos meus desejos enunciado de certeza, e essa minha compraz natureza, está ao comando dessa grandeza, porque essa é a minha vontade em capitular as nossas cores e flores, e desnudar todos os Amores. Quero enunciar também o nosso imarcescível vinculo afetivo, que é um motivo, para clamar em palavras de emoção, em fremente desejo compassivo, em que os teus olhos são um prenuncio de sonhos avivados em meu coração.

Sou e serei sempre a tua vigília em um canto, um conto, uma prece, o teu alicerce em verdade, também o teu vértice na fronteira do silencio e da saudade, uma felicidade que se afia por um gume, para que o teu perfume na minha memoria continue ativa, através de um floral em pétalas contemplativa. E toda essa história é a tentativa de te ver volitar, para que eu possa contemplar o brilho doce do teu olhar, a refletir no teu semblante, esse mirante de Amor e do Amar.

E quantas vezes eu colhi do teu ventre, um crescente movimento de luz e vento, que me acolhe e consente, em um fragmento que te anuncia, e refaz o teu traço em pura energia, que te modela e te avalia. E quando o nosso beijo for dividido em fatias de instantes, a secar um afluente de lagrimas escaldantes, que é a nossa semente radiante e vibrante, e que recolherá o nosso rastro no horizonte, e nos acolherá como os dois únicos amantes.

Marcus Paes
Enviado por Marcus Paes em 18/12/2019
Código do texto: T6821676
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