À SOMBRA DOS MEUS AMORES

Amores, Amores...

Não sei se é esta chuva lá fora

Esta neblina que entremeia aos prédios

Parecendo feitas de sombras com os nossos devaneios

E estas calçadas frias e desertas

Sem gente, sem vida, sem calor humano.

Talvez o meu coração esteja vendo algo além

Que os meus olhos insistem em não ver

Muitos amores se passaram

E procuro neles respostas para esta minha solidão

Sentir a solidão é como gritar na multidão

E ninguém, ninguém entender as nossas razões

E nem nos estender as mãos

As forças que nos faltam nos levam ao chão

Um chão que se cobre cheio de partes de nós.

Tentamos em vão montar tudo num só quebra-cabeça

Um retrato cheio de movimentos foi delineado pelas nossas emoções.

Conseguir unir tantas partes olhando apenas para as beiradas da vida

Parece pela nossa sensibilidade cada dia mais difícil

Procuramos pelas cores fortes para unir as peças que juntos montamos

Mas o Tempo e a chuva descolore a tudo, até mesmo o amor

Os amores continuam em nós em olhares pelo coração

Mesmo assim são imagens inatingíveis, cada vez mais distantes

Entremeadas pela melancolia e pela saudade.

Sombras escondidas das luzes sobrevivem na escuridão d'alma.

Robertson
Enviado por Robertson em 23/09/2019
Reeditado em 02/01/2020
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