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10.080 minutos
Quando começa meu dia?
Quando termina minha noite?
Do vento e, da vida, quantos açoites?
Não fico a esperar
Não espero acabar
Sem coragem de contar
Quando lhe disse, te amo
Perto bradava oceano
Foram-se, da noite pro dia, quase nove anos
Não lamento sua ausência
Tenho em mim tua presença
No peito, nos lábios e na consciência
Então, me diz
Pode o homem ser feliz,
Distante da sua raiz?
Ah, pode
Esta é a dádiva do amor
Faz feliz o ser amado
Penso, logo existo
Ela me ama
Logo, sou felizardo
Quantos dias cabem em
10.080 minutos?
Quantas noites cabem em?
Quanto amor cabe em um dia?
Quantas noites cabem no amor?
Quanta felicidade existe, fingindo ser dor?
Quanta dor fingindo ser amor?
Então, bato no peito, e sem faltar à ninguém o respeito
Eu clamo, sou feliz na minha solidão
Porque amo e sou amado, mesmo sem ela ao meu lado.
Quando é dia e quando é noite
Nos corações desapaixonados?