FAZENDA

FAZENDA

Como são ternos os dias

E tão cheios de alegrias

Na fazenda!

A amada veste o corpo

Com um vestido pouco

De renda!

O riacho, tão sublime,

Quanta paz exprime

No meu peito!

Quando chega o cansaço,

Na relva úmida faço

Meu leito!

Numa melodia sutil

Canta à sombra do Til

O rouxinol!

E seu canto de esperança

Com ardor lança

Ao sol!

Em toda a distância,

A exalar fragrâncias,

Uma flor!

E a vibrar no coração

Uma sublime canção:

O amor!

Minha amada menina

Baila pelas campinas

Amiúde!

Toda linda, semi-nua,

À flor da pele sua

Virtude!

E corre para meus braços

Para meus tenros abraços

Abraçar!

E meus lábios esfaimados

Vem, de olhos fechados,

Beijar!

Ale Silva
Enviado por Ale Silva em 13/05/2017
Código do texto: T5997539
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