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dá dó,
ver os campos incendiados,
dá dó,
ver antigas sensalas acretinadas,
dá dó,
ver o primeiro em último lugar,
ver a pedra e não achar a montanha.

dá dó,
ver homens de guerra
lá longe... longe,
festejados por fogos de artíficio
desfilarem...
e
no campo dos sozinhos,
nas falas dos escondidos,
morrerem nos corpos  dos proibidos.

ter esse amor sozinho,
ter este amor camuflado,
escondido e bendito,
florescer em seu rosto
e crescer em mim,
é igual a farroupilha
dos agraciados.
 
dá dó não ver
nenhuma glória
na falsa glória dos vencedores, ou
na morte precoce dos perdedores.
 
mas, tenho amor sem dó,
glória e paz dos homens
para dar e vender.

mas sem dó não nos querem,
pelo menos,
nosso amor não serve,
nem nosso eterno querer.

sem dá e sem dó, vamos 
sobreviver à guerra dos semi-mortos
na república da paixão desvairada e torta.

mas, tudo à tudo sobrevive,
para todo o mundo
nos ver sem arder.
 
aí, eu quero, 
ver de santo-véu,
ver bem,
alguém nos separar
sem dor, nem dó,
nem que vivamos para sempre ao léu
abraçando a eternidade
de nosso céu !
 
José Kappel
Enviado por José Kappel em 08/05/2017
Reeditado em 27/07/2017
Código do texto: T5993252
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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