Em chão de linho,
deitava-se à fissura em fogo pleno
Fincava-se à terra
a estalar o sal aos bocados
E com um cuidado talentoso,
de quem acende o gesto à alma,
tapava-me e destapava-me
 
E ainda com a mandíbula presa ao flanco, dizia :
- Mulher, não te somes nunca...
Ficas a morrer de meu corpo
 
E eu respondia :
- Amor, tapas-me e destapas-me.







DENISE MATOS
Enviado por DENISE MATOS em 20/04/2017
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