Metrô

Esquivei-me de pensar,

mas o sonho é realidade etérea,

feita de visão, sensibilidade,

leveza, angústia e saudade.

Foi o que senti quando entraste no trem,

retornando ou chegando, já não sei.

Mas o sonho que durou mero instante

não consegue largar meus pensamentos

O que fiz, na circunstância de tua proximidade?

Busquei a eternidade naquele momento.

Li, sobre os óculos, a mensagem do teu rosto,

concentrado em tua música e ignorando o próprio encanto.

Ah! Se pudesses ao menos perceber no meu olhar de posse,

a mensagem de afeto,

o muito deste enlevo e a curiosidade por ouvir tua voz,

saber teu nome, conhecer teu íntimo.

Acho que assim entenderias o poema vindo de meu olhar,

no momento impossível de ser escrito,

mas renascido neste instante em que estou

figurando na solidão-tumulto, ainda aguardando o metrô.

Gabriel Fernandes
Enviado por Gabriel Fernandes em 14/07/2016
Código do texto: T5697913
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