BANHO DE CHUVA
Eliane Auer  e Carlos Lucchesi
 

E quando a chuva  cair
Os corpos começarem a se molhar
É nesse instante que a vida começa,
Sem  prazo para acabar
 
Cheiro de terra molhada
Transparências e comportamentos adolescentes
Se acentuam no inconsciente.
 
Razão deixada de lado,
Febre  alta, corações descompassados
Suspiros  e momentos de delírios
Abraços apertados
 
No auge daquele mais intenso dos desejos
Eis que os lábios se procuram,
Num  ardente beijo.
 
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E a correr pelas ruas de mãos dadas
Delírios , debaixo daquela chuvarada
Um cantinho bem sossegado
Sem qualquer pudor
Foi inevitável fazer amor
 
Um amor cheio de poesia
Gota a gota caindo
Como suor do meio dia
Afagos e caricias fluindo
 
A brisa vem chegando de mansinho
Acalmando a chuva devagarinho
A busca para aquecer do frio
Um lençol,
Dois corpos se entrelaçando
Um novo momento chegando...
 

A lua, ele(a) e eu...
Nós e um grande amor nos venceu
E pensar que foi no banho de chuva
Que a amei
E me perdi em suas curvas.