A Redenção

Alma que pena pela vaidade,

Ostenta o que, na realidade, não pode ter

Que vaga sobre o caminhar de noites intermináveis,

E, na bagagem, lembranças e a dor que não se acabam

Alma sentida, como sente o pulsar do coração

Cujas batidas, se igualam ao relógio da matriz do meu bairro

Alma sofrida, como sofre, a saudade do amor que se foi

Sem beijo, sem abraço, sem carinho, sem compaixão!

Alma mal (ou bendita), me tornou refém da solidão

Que me fez avesso as adversidades

Quantas vezes me negaste a felicidade?

Depois de idas e vindas, lágrimas de ilusões

Alma serena, pequena, morena, cristalina, uma menina

Rogo-te, devolva minha vida, meu sorriso, me acalma

Nem que para isso, súplicas minhas me levem à redenção

De minha alma, que vive na tortura desse sentimento sem perdão

Edimilson Eufrásio
Enviado por Edimilson Eufrásio em 16/11/2015
Reeditado em 16/11/2015
Código do texto: T5450717
Classificação de conteúdo: seguro