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Menina

Deveria por acaso esquecer você

Ou, como desejo, cultivar o que germina?

Como ignorar que mesmo ser te ter

Estouva-me a alma pensar em você, menina?

Galanteios tolos perpassam a mente do homem

Acorrentado pelas frágeis desilusões do existir.

Talvez seja desventura, não posso negar, desmentir...

Acredite: não sou o mesmo (por mais que contem).

Razões muitas tenho para gostar do que sinto.

Aparências mentirosas, isso nunca, não minto!

Queres prova... Que revele meu segredo?

Um dia, talvez... Não agora, tenho medo.

Entretanto, enquanto a doce coragem não vem.

Lobo sou do que não me furta, para longe, além.

Nijair Araújo Pinto

Fortaleza, 15 de outubro de 2004.

23h18min

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