Esperança

Ao vento me desgrenho

e a chuva lava a minha pele agreste.

Grita na minha a voz dos cardos

e na tua ausência

me faço esta lonjura.

A esperança

sinto-a para lá do tempo

esse muro que os olhos não veem

mas onde o coração te adivinha.

Edgardo Xavier
Enviado por Edgardo Xavier em 10/08/2014
Reeditado em 10/08/2014
Código do texto: T4916741
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