Aonde o Amor Terminava

Aonde o amor teminava, eu nascia

E o mundo era mais mundo, diferente

E como sempre, o amanhã. Caladamente

Uma fonte de sonhos florescia.

Em mim, por mim. Corria o vento frio

Em meus olhos mais límpidos. Frente a frente,

Minha sombra e eu, maravilhosamente

Sós, sem sêde, sem nada, sem vazio.

Palavra que para chegar a fama

Sem céu que pintar de azul, sem mão

Que levar, amadora, a cintura.

Sem fogo que avivar, sem outra chama

Que, a que, a alma rubra do verão

Incendeia serena em minha ventura.

2007/04/14