COSMO

Minha vida corre,

Lentamente como um corpo no cosmo,

Velozmente como numa fração de segundos,

Transpira de uma delicada carícia,

Resfria num abominável torpor,

Suspira num eterno desejo

E peita numa névoa de conflitos.

Escuras caminhadas do mundo,

Sombras de uma vida,

Sonhos de um eterno pesadelo

No trovar de um baile de pensamentos,

O prazer de viver o que não existe.

O amor, busca voraz

De um sentimento sem dimensão.

Cosmo, cometas e planetas,

Galáxias de prazer,

Infinitos sonhos,

De um mundo vivido e perdido.

João Marques
Enviado por João Marques em 14/01/2013
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