AMOR AMANTE

O que é o amor será o perfume das flores?

Ou a beleza do jardim, repleto de flores?

O que é o amor, volúpia, paixão, dor?

Não, o amor é fogo que arde sem se ver!

Assim permeia Luis de Camões.

Neste peregrinar de ditos

Como seria o amor, texturizado?

Que se pode pegar, abrasar

Será doce ou amargo...

Não, o amor é ferida que dói e não se sente!

O amor não é fado e tão pouco é leve

Quem ama sabe das labutas

E assim também é amor dos amantes

Pois amam na mesma intensidade

Com o mesmo raro raio de sol brilhante!

Ser amante não é nada bom

Ora por muitos ditos, por haver sofrimentos

Por haver vontades e querer

E as vezes não poder

Mas amar é bom, é viver!

Amar não é simplesmente amar

Tem que haver uma miscigenação

Muito carinho e atenções

E raros momentos contradizer

Seja eu menino, e você mulher!

Amor não pode ofuscar a verdade

Tão pouco tirar a imaginação

Tem que dar asas para a liberdade

E viver intensamente cada emoção

Nada de embaraço, apenas viver!

Amantes também cuidam

Da mesma forma tem ciúmes

Amantes causa loucuras

E da mesma forma não foge das lutas

Mas muitas vezes alimenta se das fantasias!

E o amor não tem preço

Pois vale mais que mil tesouros

Tão pouco é um objeto

Pois quem ama, ama e pronto

Olho no olho, beijo ao beijo.

Eu canto o amor amante

Este amor cheio de leveza

Que tem o perfume do lírio

E cai um dia neste amor

E hoje digo, como gosto de sofrer

(...)

Heronildo Vicente
Enviado por Heronildo Vicente em 08/11/2012
Código do texto: T3976107
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