PRESSÁGIO
Da primeira vez que te vi era a indiferença
Teu olhar sorria falso e distante
Escondia qualquer coisa como o tudo e o nada
O perto e o distante se cruzaram
E em minha mente não sentia mais medo
Aos poucos senti aquela indiferença se modificando
O seu sorriso estava tão próximo
Meu coração saltou em teus braços
Tornei-me escravo teu
Desse amor que me consome inteiro
Dessa cilada que é te amar
Da última vez eu não sei
Com certeza te amei enquanto vivi
E quando morri, esperei tua face
Enrugada e velha a me olhar com carinho
Mesmo assim tu eras aquela menininha
Trazendo-me de volta em tuas lembranças
Neste dia já farto do teu amor
Consumido pelos dias da tua alegria
Talvez observando a memória esquecida
Ou o epitáfio lapidado na herança
Venha de novo a lembrança
Apenas para te dizer...
Eu não sei!!!
E como não sei, te procuro
Busco teu rosto tão jovem de menina
Teu sorriso tão doce de mulher
Pergunto às estrelas este segredo
E ao vento indago sobre a direção
Mas como é bom te amar e não saber
Pois seria muito triste te olhar
Pela última vez...