Acolher-te

Penses bem:

nesta vida sem rumo,

há pessoas que passam

e há pessoas que ficam.

Um eterno enlace e desenlace.

Um eterno enredo e desenredo.

Um eterno verso e reverso.

Um eterno ser ou estar.

Um eterno e constante vaivém.

Há pessoas que

o tempo apaga suas pegadas,

no passado jogadas.

No seu lugar fica um breu,

um ermo,

um nada.

Mas há quem de manso chegou,

e pouco a pouco forte ficou.

Até hoje presente.

Na estrada de meu coração,

seus passos deixou,

cravados na carne

e marcados na mente

como a ferro quente.

Quando te foste

em meu coração grande deserto criou-se,

às vezes de dor este vazio se enche,

mas quando com calma

me recordo de tua fala,

alegria eu sinto

e o meu sorriso então fica bonito.

¿Sabes?

Tudo que escrevo é para ti,

quanta falta me fazes,

em minhas lembranças não se desfez

a tua imagem,

ficou gravada,

como na pele uma tatuagem.

A minha vida eu refaço,

os marcos do bem indicarão o caminho,

e sei que um dia volto a ver-te,

para este momento

reservo-te um beijo,

e então mais uma vez

na gravata do abraço,

com todo carinho,

vou acolher-te em meu peito.

Escreverati De Luca
Enviado por Escreverati De Luca em 29/09/2012
Reeditado em 23/11/2020
Código do texto: T3907860
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