VEM COMIGO...

Vem comigo apanhar estrelas penduradas no varal da noite.

E vamos entoar o silêncio dos orvalhos que acaricia as pétalas das açucenas ao luar.

Seremos juntos brisa incessante bailando os cabelos negros da noite.

E cachos dourados de sonhos nos trigais infinitos do bem querer.

Carruagens de ternura já se adiantam na estrada.

E cavaleiros de lua já tangem esperanças pelos ermos.

E trilharemos esse desejo que espreita silente nas veredas.

E nos perderemos no sem fim desses grotões de carícias adivinhadas.

Seremos errantes peregrinos, etéreos viajores nos descaminhos de nós mesmos.

E cavalgaremos o alazão do destino, cabelos ao vento, duas almas aladas.

Tu e eu, juntos, cavaleiros do amor na solidão da noite.

Vem comigo, que é longa, mas alegre e promissora a jornada.

E tinem e refulgem os cascos de prata erguendo poeira de estrelas, sem medo de nada.

Tu e eu, juntos, cavaleiros da ternura no dorso da noite, dois brilhos de esperança tangendo cumplicidades.

E sentimos na pele a carícia da brisa que anuncia o esplendor de uma nova alvorada.

Esporeamos o horizonte e avançamos, rédeas soltas, engolindo a madrugada.

À frente tudo. Atrás, apenas a poeira.

E rastros de ternura mapeando a estrada.

Vem comigo, que o amor na vida é tudo.

E sem amor essa vida é nada.

José de Castro
Enviado por José de Castro em 24/02/2012
Reeditado em 19/08/2013
Código do texto: T3516543
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