Amar-te-ei
Amar-te-ei,
no submundo,
no céu de tua boca
nas sombras de tuas entranhas.
Amar-te-ei,
através das janelas
e pôr-de-sóis.
Amar-te-ei,
nua,
louca,
nas estrelas
do teu corpo.
Amar-te-ei,
lasciva e
perdidamente
além dos vendavais.
Amar-te-ei,
à beira da loucura
plena,
desesperada.
Ei de te amar
por toda a minha vida.
Como serpente,
deusa,
feiticeira.
Em cada lugar,
lugar nenhum.
Cada centro,
em círculos de fogo.
Esplêndida
e doce.
Tenra,
alucinada.
Meretriz,
diabólica.
E o inferno
sacudirá
em pétalas:
sépalas.
E nunca haverá
entre os homens
da terra
um amor assim:
sedento,
profundo.
Intenso
e transcedente.
(Verônica Partinski)