Não é minha, foi pra mim

Para você aí do outro lado...

Talvez esta seja a minha maior, melhor loucura.

Talvez eu me arrependa disso que estou prestes a desabafar.

Ou talvez eu esteja idealizando demais, sonhando demais, sentindo demais.

As pessoas costumam ser céticas quando se trata disso.

Até mesmo você.

Até mesmo eu.

Acho que faz parte de todo o processo.

Mas até mesmo quando as coisas não parecem ter lógica, eu prefiro seguir em frente.

Chegar até você, se possível.

Mas não é.

Ainda não.

Não por completo.

Não importa!

Ainda que a conexão seja encerrada, você persiste nas horas, em cada hora.

Amo a sensação que é você.

É como andar no escuro.

Tocar no abstrato.

É viciante.

É [in] constante.

E sei que um dos dois, ou ambos, pode um dia cansar, desistir, abandonar.

E daí?

Risco e beleza correm juntos.

Talvez, futuramente, você possa não ser o que eu preciso e eu vá descobrir com o tempo...

[Ei, você aí do outro lado da tela, da cidade, do país!

Tá prestando atenção no que eu tô falando, não está?

Eu espero que sim.]

Porque talvez amanhã tudo mude, não sei.

E quem liga??

Eu vivo o hoje.

E hoje, eu escolho você.

guga.

Maria Bomtempo
Enviado por Maria Bomtempo em 07/07/2011
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