O TOQUE MÁGICO DO AMOR

Amigos trago-lhes hoje uma homenagem à mulher. Ou melhor, duas: Tardiamente, dirão alguns. Seu dia já passou! E eu direi: Neste ano foi proposital. Não homenageei a Mulher no dia 8 de Março, por considerar que o excesso de homenagens acaba por diluir a importância das mesmas. Mas este é o menor dos motivos. O motivo verdadeiro pelo qual eu não homenageei a mulher em Seu dia, foi para poder dizer agora, que  NÃO HÁ UM DIA DA MULHER. Todo dia é dia da Mulher! Todos os dias ela deve ser homenageada, porque a mulher é forte na essência e divina por natureza. 

A mulher é uma Harpa refinada, feita de cordas de ternura, de sons de encantamento, e de harmonias universais. Raros, raríssimos são os "instrumentistas" capazes de obter desta harpa dos deuses as reverberações que ela pode oferecer.

Salvo raras exceções na maioria, nós, homens, somos toscos demais para reconhecer os dons excepcionais dessa harpa, especialmente se eles estiverem disfarçados e encobertos sob camadas sucessivas do verniz de regras sociais ou religiosas depositadas ao longos dos milênios em que elas sobreviveram alegrando nossas vidas com seus maravilhosos acordes, independentemente de todos os silêncios que lhe impuzemos. 

Ah! Bendita teimosia, que insiste em  harmonizar nossas existências apesar de toda a nossa inabilidade em percutir as cordas certas, nos momentos certos, com a gentileza e reverência que um instrumento de tamanha sensibilidade requer. 

Por esta razão, para homenagear a Mulher e sua persistência, o soneto a seguir é dirigido a nós, homens:

 
O TOQUE MÁGICO DO AMOR
JB Xavier


Sussurra em seu ouvido ternamente
E diz-lhe que ela é deusa da magia
Afague o seu cabelo levemente
E diz-lhe que ela ofusca a luz do dia.
 
Repousa um leve beijo, docemente
E diz-lhe que este mundo acabaria 
Se dela não viesse a chama ardente
Que faz-te mergulhar na idolatria.
 
Depois, guarda silêncio em seu regaço. 
Pois há de despontar um som distante
Rolando pelo céu, qual trovoada.
 
Ampare-a, então, em seu abraço
Porque fizeste dela tua amante,
E ela saberá que é tua amada...
 
E AQUI você poderá ver a segunda homenagem. 
 
 
 
Friends, today I bring you a tribute to the woman. Or better, two: Belatedly, some could say. Woman’s day has passed! And I will say this year it was deliberate. I did no tribute to Women on March 8, considering that excessive tributes dilute its importance. But this is the smallest of reasons. The real reason why I did not honor the woman in her day, was able to say now, that THERE IS NO A DAY OF WOMEN. Every day is Women's Day! Every day she must be homage, because the woman is strong in essence and divine by nature.

The woman is a fine harp, made
of tenderness strings, sounds of enchantment, and universal harmonies. Rare are the "musicians" able to get this harp of the gods the reverberations that it can offer.

With few exceptions the majority of us men are too rough to recognize the gifts of exceptional harp, especially if it is disguised and hidden under successive layers of veneer of social or religious norms deposited over the millennia in which they survived with its brightening and beautiful chords regardless our lives, despite of all the silences that we impose to they.


Ah! Blessed stubbornness, who insists in harmonizing our lives despite all our inability to strike the right chords, on the right moments, with the gentleness and reverence that an instrument with this sensitivity requires.

For this reason, to honor the woman and her persistence, the following sonnet is addressed to us, MEN:

 
THE MAGIC TOUCH O FLOVE
JB Xavier


Whispers in her ear tenderly
And tell her that she is a magic goddess in pray
Stroke your hair gently
And tell her that she obscures the light of day.

Lay a light kiss, watch the dreams coming
And tell her that this world wouldn’t exist clearly
If it from her did not come the flame burning.
That makes you dive into idolatry.

Then, keep silence on her lap, quiet and warm,
Because it shall emerge a distant sound
Rolling across the sky, just like a storm.

Protect her, then, in your embrace, like a firestorm
Because you did her your lover, and love shall be around ,
And she'll know she's your beloved, and never more she’ll be lukewarm...

 
And HERE you'll see my second homage.
 

* * *
JB Xavier
Enviado por JB Xavier em 28/03/2011
Código do texto: T2875248
Classificação de conteúdo: seguro