Se tivesse de dizer
Diria que o amor é o mesmo
Ainda que irreconhecível
E ainda que não reconhecido
Mesmo que agora passe fome
Sem ter como saciar a sede
É o mesmo...
Mesmo sem um teto que o abrigue
Alquebrado dormindo sobre a marquise
Perdido e aturdido, esse amor mendigo
Desencontrado, em estado deplorável
É o mesmo que sempre foi
Mesmo na perdida aparência
Salvaguardado na essência
Humana e simples, singela até
Acanhada, apanhada na experiência
A essência imutável das coisas boas
Que permanece para além das ruins
É o mesmo que sempre será
E sabe que sempre seria
Não fossem as circunstâncias
Se tivesse de dizer agora
O amor, eu diria, aquele mesmo
É tão tolo que ainda espera
O fim dessa miséria, dessa desolação
Espera um milagre, alguma salvação
E sai pedindo pelas ruas
Um olhar em vez de pão
Não sabe o que pede nem o que quer
Não sabe nem do que precisa
Anda a esmo, esquecido de si mesmo
De seu nome e seu endereço
De seus sonhos, suas ilusões
De seus desejos e planos
Vagando e entoando sua triste canção
Fala de um tempo em que tudo era melhor
De um tempo em que as coisas eram belas
Um tempo tão perdido no tempo
Que quem olha esse amor não diz
Diria que o amor é o mesmo
Ainda que irreconhecível
E ainda que não reconhecido
Mesmo que agora passe fome
Sem ter como saciar a sede
É o mesmo...
Mesmo sem um teto que o abrigue
Alquebrado dormindo sobre a marquise
Perdido e aturdido, esse amor mendigo
Desencontrado, em estado deplorável
É o mesmo que sempre foi
Mesmo na perdida aparência
Salvaguardado na essência
Humana e simples, singela até
Acanhada, apanhada na experiência
A essência imutável das coisas boas
Que permanece para além das ruins
É o mesmo que sempre será
E sabe que sempre seria
Não fossem as circunstâncias
Se tivesse de dizer agora
O amor, eu diria, aquele mesmo
É tão tolo que ainda espera
O fim dessa miséria, dessa desolação
Espera um milagre, alguma salvação
E sai pedindo pelas ruas
Um olhar em vez de pão
Não sabe o que pede nem o que quer
Não sabe nem do que precisa
Anda a esmo, esquecido de si mesmo
De seu nome e seu endereço
De seus sonhos, suas ilusões
De seus desejos e planos
Vagando e entoando sua triste canção
Fala de um tempo em que tudo era melhor
De um tempo em que as coisas eram belas
Um tempo tão perdido no tempo
Que quem olha esse amor não diz