Teus olhos
Teus olhos são tão suaves e ardentes
Quanto o degustar de um licor de anis
Quero sorvê-los de modo silente
E reviver sensações pueris
Teus olhos irradiantes e intensos
São, em Paris, as luzes mais brilhantes
Que adentram em meu âmago rude e denso
Tornando-o deveras rutilante
Teus olhos, chef d'oeuvre da natureza
Que os esculpiu em mais perfeitas minúcias
Só me fazem devotar a pureza
De toda tua exuberância e astúcia
Teus olhos tão lindos e apaixonados
Quando meus, só geram felicidades
E quando de mim são eles confiscados
Lembro-os e, por ti, bate a saudade.