Liberdade

Aqui me encontro, preso em minha mente

Vítima de ideia fixa, de nova sina

Acusado de ser um delinquente

Por consumir excessos de endorfina

Tenho culpa no cartório pro crer no amor

Em tempos acinzentados e frios

Em lembrar de você e ter um temor

Gerando em mim tantos calafrios

Procurarei uma brecha neste mundo

Repleto de egoísmo e de amargura

E fugir do moderno moribundo

Para ir em busca de sua ternura

Pois a você, todas as trilhas levam

Voltam-se todos os meus devaneios

Todos os meus sentimentos se elevam

Dirigem-se todos os meus galanteios

Perto de você, ah! a liberdade!

QUe dádiva me concede dos céus

Para que eu possa viver de verdade

Longe das cobras regadas a fel

Vivamos o infinito de mãos dadas

Seja no seu tempo de duração

Sejam nos nossos papos e risadas

Seja na intensidade da paixão