Saudade
Vejo a primavera pela janela
Com seu lindo amanhecer orvalhado
Cuja brisa purifica mazelas
Revelando seu rosto cintilado
Vejo o céu azul com leve rubor
E lembro tuas pupilas celestes
Que me fazem virar um beija-flor
Voando em direção do Sol a leste
Vejo alva névoa se dissipar
Lembro tua pele de una candura
Do teu cabelo ao vento esvoaçar
E das tuas manias e fissuras
Então vejo o horizonte sem fim
E suspiro, num súbito desânimo:
O quanto você está longe de mim,
O quanto queria te dizer que te amo!