Dilema

Não queria ter sentido, mas senti

Tudo aquilo que não há explicação

Uma paixão incondicional por ti

Um abalo seguido de erupção

De você, nada sei e nem saberei

Se és só e adotas postura independente

Se és casada e eleva o marido a rei

Ou se és fiel a um ser onipotente

Só sei de seus passos de siamês

E de seu reservado laconismo

Talvez seja sinal de timidez

Ou talvez seja puro chauvinismo

Que faço com toda esta angústia em mim?

Calo-me e aguardo o próximo torpor

Ou te convido a um passeio sem fim

Para provarmos o néctar do amor?