No amor e na doença

Minhas chagas ainda perduram

Esta dor insistente permanece

As máculas, quem dera, não se curam

E meu corpo, por você, adoece

Queria eu esse calor vindo de teus lábios

O carinho e conforto de teu peito

O teu dom de cura próprio dos sábios

E teu colo como sendo meu leito

Os soros não proporcionam saúde

A moléstia não sanará com chás,

Nem com o dedilhar dos alaúdes

Nem com o homem branco de crachá

Eu não aceito o simplório tratamento

Das fortes medicações alopáticas

Apenas desejo os teus sentimentos

Servidos em doses homeopáticas