Confissão
Te falar de meus segredos
Antes do amanhecer
Enquanto , deitados ainda,
Namoramos.
Contar todas as coisas de que gosto
Ensinar-te todos os jeitos que te quero.
Confessar-te meus desejos
Meus medos
Avessos da minha existência
Versos da minha alma.
E , por ser poeta, fazer tudo
De forma singela
Para que não percebas
Quando confesso e quando crio
Assim , versando vivo, falando do improvável
Criando as metáforas das dores e amores
Verdades , inverdades
Fingimentos e realidades.