Insegurança II
Seus passos silenciosos
Não querem acordar o que dorme
No âmago do ser
Então, levemente, pisam
O chão forrado de brisa
No ar que se prendeu.
E como na história louca
Com beijos e abraços loucos
Visita todas as alcovas
De histórias do amanhã
Que nascidas num olhar
Deixou o êxtase brilhar
E fez da Lua
Seu cantar
Como os poetas que sonham,
Mas não sabem respirar
Poetizam versos apenas
Sem medo de se apaixonar.