Insegurança II

Seus passos silenciosos

Não querem acordar o que dorme

No âmago do ser

Então, levemente, pisam

O chão forrado de brisa

No ar que se prendeu.

E como na história louca

Com beijos e abraços loucos

Visita todas as alcovas

De histórias do amanhã

Que nascidas num olhar

Deixou o êxtase brilhar

E fez da Lua

Seu cantar

Como os poetas que sonham,

Mas não sabem respirar

Poetizam versos apenas

Sem medo de se apaixonar.

Denize Nelli
Enviado por Denize Nelli em 23/06/2009
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