ENFIM, O AMOR!
Sonho, dá-me tua essência
Enquanto devaneio em vão!
Entrego-me à convalescência
Escondo-me na solidão
Em passos vagos vejo o tempo
Atar-me em teu longo compasso
Afugento-me e, sem alento
Vejo o alegrar mais escasso
Mas ao longe, um sorriso
Recobra-me o antigo vigor
Seria apenas feitiço?
Seria, quem sabe, outra dor?
No instante em que penso e duvido
Vejo um arco-íris com cor
Percebo que ainda estou vivo
Descubro, enfim, que é o amor!