SUTILEZAS
Quando a aurora
é um canto silencioso
em nossos olhos
hiatos de luzes são desejos ocultos
no renascer do dia.
Escuto o zumbir do vento
e aconteceste em mim.
Um corpo encontra o outro
efervescido na febre que pulsa
o avesso adormecido.
É chegado o tempo de embalar
nos braços a nossa parte escondida,
rubra que arde de paixão.
Não sabemos como pulsa
a curva do orgasmo na dança dos movimentos
de onde brotam a parte mais voluptuosa
da energia estática desses pêlos
que crepita no detalhe,
o sumo, cheiro, o feitiço lúdico, desta selva,
teimosa de amor e sensualidade.
Quando a aurora
é um canto silencioso
em nossos olhos
hiatos de luzes são desejos ocultos
no renascer do dia.
Escuto o zumbir do vento
e aconteceste em mim.
Um corpo encontra o outro
efervescido na febre que pulsa
o avesso adormecido.
É chegado o tempo de embalar
nos braços a nossa parte escondida,
rubra que arde de paixão.
Não sabemos como pulsa
a curva do orgasmo na dança dos movimentos
de onde brotam a parte mais voluptuosa
da energia estática desses pêlos
que crepita no detalhe,
o sumo, cheiro, o feitiço lúdico, desta selva,
teimosa de amor e sensualidade.