AMO-TE

AMO-TE

Aninho-me suavemente em teus braços

faço deles o meu mundo em nosso quarto

sinto que não preciso de outro espaço

para viver toda uma vida, aqui eu me farto

Beijo-te como fosse a primeira vez

no desejo de colar teus lábios nos meus

para que eu não ouça um talvez

que amanhã terei novamente os teus

Amo-te como se jamais tivesse amado

entrego-te todo o meu prazer

esquecida do mundo lá fora jogado

perdida neste te pertencer

Preciso deixar-te do meu cheiro impregnado

entranhar-me em tua pele nua

deixar minhas marcas no teu corpo ainda suado

que te lembres amanhã o quanto eu sou tua

Este amanhã que não tem qualquer garantia

é que me faz desejar ficar em ti tanto assim

dou-te tudo do meu amor, faço-me a tua cama macia

para que te aninhes completamente em mim

E que sintas em meu corpo o prazer da clausura

o inexplicável gosto em te sentir aprisionado

a inesgotável sensação de paz que vem desta tortura

o incontestável desejo de aqui ficar abandonado

Tudo quero pelo tanto que eu te amo

tudo eu te dou porque eu te amo

tudo eu sou quando te amo

E amo-te na loucura

de quem não crê na eternidade

é neste amar infinito, que eu me faço mais pura

e ganho o céu neste momento de felicidade

Célia Jardim

Célia Jardim
Enviado por Célia Jardim em 01/03/2009
Reeditado em 15/12/2009
Código do texto: T1463151
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