"À BEIRA DE UM BALCÃO"

Foi tu, quando?, não me perguntes, não sei!

talvez tenha sido numa noite de verão

só sei que foi à beira de um balcão

que amargurada e triste eu encontrei.

À tua frente um copo já vazio

e mais outro inerte, ainda cheio

em teu redor um ambiente alheio

ao teu estado desligado e frio.

Ao teu lado sentei-me e de inopino

busquei no teu rosto o teu olhar

e nele, então, eu pude me enxergar

como luz final do teu destino.

Pedi uma bebida e te sorri

como resposta um arremedo de sorriso

mesmo assim vi nele o Paraíso

tal o deslumbre doce que senti.

Hoje volto à beira deste balcão

no ambiente ainda alheio deste bar

unicamente pra beber e pra chorar

a nossa amarga e cruel separação!

Rui E L Tavares
Enviado por Rui E L Tavares em 03/01/2009
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