Frente a mim mesmo

Desventura pura, desventura...

do pranto, do amor e do pecado,

na pupíla um mar abandonado,

visão celeste que gira pela altura.

Uma viagem de sonho e de ternura,

desperta um horizonte desfocado,

e vôa por um ar desolado,

meu nome com fiel desenvoltura.

Espada, violeta, cravo, açucena.

Se acende uma chama pequena,

na alma de elevada transparência.

Que sou neste instante de minha vida ?

O talo de uma rosa desvalida,

ou um nome de fugaz reminiscência ?