Amor de caboco

Ó Lua que alumia

meu só e seco sertão

acarma meu coração

e crareia a vida minha.

Ó lua! se apieda

desse pobe trabaiador

que em meio a tanta dor

se aregala em sua beleza.

Que diante do teu crarão

te roga e te suprica

um pouco de atenção.

E ocê, oh! lua disumana

num liga, se rí e desdenha

de quem perdeu a razão,

de quem te deu o coração.

(Mulungu)