Efêmero

Efêmero

como a dança de um flamingo

doce como o canto de uma sereia.

Os lobos uivantes

podem me escutar

através das ondas sonoras

de uma noite quente.

As estrelas no céu.

O destino incerto

de um amor tão certo

como o encanto que toca

as fadas e os colibris.

Teu nome escrito nas linhas do tempo

e as tuas mãos que acariciam,

ao mesmo instante ferem

a solitude de um pôr-do-sol.

Só sei dizer

que você não existe.

Príncipes nunca existem,

apenas coexistem

noites após noites

- longas e lascivas -

e perdem-se nas entrelinhas da vida

quando as cortinas do céu

abrem-se no horizonte de sonhos

e o desabrochar das rosas

perfuma a nossa noite

traz a doçura do amor

e o êxtase da alma.

Verônica Partinski
Enviado por Verônica Partinski em 28/09/2008
Reeditado em 28/09/2008
Código do texto: T1201410
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