Venha junto, Andressa, que abandonemos,
Venha junto, Andressa, que abandonemos,
A vida tediosa que nos foi dada;
Sejamos de hoje em diante nós mesmos,
Sem alhearmos a nada e sem outra máscara.
Pulemos do penhasco bem alto,
Ao abismo que voluntários buscamos,
E vejamos flores no banhado mais sujo,
Como teus olhos na madrugada escura.
Deixemos os livros e as planilhas,
Que de hoje em diante não servem a nada,
Que tais duas crianças felizes,
— Na ignorância santa da infância,
Fiquemos por aqui eternamente,
Sem querer mudar nem sermos outro.