Venha junto, Andressa, que abandonemos,

Venha junto, Andressa, que abandonemos,

A vida tediosa que nos foi dada;

Sejamos de hoje em diante nós mesmos,

Sem alhearmos a nada e sem outra máscara.

Pulemos do penhasco bem alto,

Ao abismo que voluntários buscamos,

E vejamos flores no banhado mais sujo,

Como teus olhos na madrugada escura.

Deixemos os livros e as planilhas,

Que de hoje em diante não servem a nada,

Que tais duas crianças felizes,

— Na ignorância santa da infância,

Fiquemos por aqui eternamente,

Sem querer mudar nem sermos outro.

Pasquali
Enviado por Pasquali em 22/03/2025
Código do texto: T8291481
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